BUSCANDO O AUTOCONHECIMENTO - PARTE 2

Olááááá meus queridos, depois de quase um mês sumidos daqui estou de volta para voltar a trazer alguns questionamentos para vocês <3. As últimas semanas tem sido meio corridas e eu e a Fê acabamos nos perdendo nas rotinas, mas agora acho que está tudo voltando aos trilhos para que a gente possa voltar a postar com mais frequência, então não se sintam abandonados =).

Hoje eu gostaria de voltar a tocar no assunto do meu último post, o Autoconhecimento. A gente chegou a discutir um pouco sobre como nossas memórias podem nos dar dicas sobre como realmente somos se pararmos pra prestar atenção nelas. Pensamos em nossos momentos mais marcantes, as personagens envolvidas e a imagem que passamos para outras pessoas. Agora é hora de sair um pouco do passado e focar mais no presente. Vamos discutir alguns pontos chave para que possamos determinar (ou pelo menos chegar mais próximo disso) daquela coisa que muita gente fala sem realmente saber o significado: nosso propósito.

PROPÓSITO

Eu não vou dizer que sou o dono da verdade e que só há uma única forma de definir um propósito, mas depois de refletir um pouco a respeito nesse curso que fiz fiquei convencido que o conceito como um todo pode ser "desitlado" em alguns pontos principais:
  • O que nos move
  • O que nos faz felizes
  • O que valorizamos
  • O que queremos mudar no mundo
Vamos conversar um pouquinho sobre cada um.

O QUE NOS MOVE

Alguém aqui já parou pra pensar realmente no que nos move? Aquele por que de fazermos o que fazemos? Vamos tomar uma pausa para reflexão: pensem em momentos de determinação em suas vidas, quando precisávam cumprir algum dever de qualquer forma. Vamos parar de pensar no dever em si e pensar no por que de estarmos fazendo ele. Foi por diversão? Influência de amigos ou família? Inspirações vindas de algum ídolo? Por dinheiro? Por querer mudar o mundo? 

De forma semelhante, pensem no que os segura. Assim como temos estímulos para fazer o que queremos, também temos medos que nos impedem de atingir nosso potencial. Já dizia Tony Robbins, "somos movidos pela necessidade de ganhar prazer e evitar a dor". Pensem dessa vez em momentos que foram impedidos de atingir algo que queriam. Foi por medo? Insegurança? Falta de habilidades/contatos/recursos? Ou talvez por julgamentos alheios? Se soubermos o que nos move e o que nos segura, poderemos tomar controle de nossas decisões com mais facilidade e focar em encontrar nosso objetivo principal.

Parem um pouco e reflitam agora: de onde vêm essas motivações? São motivações provenientes de motivos externos a nós? São introjetadas (algo que vem de outros, mas que internalizamos e tomamos como nossa)? É interna? Ou é intrínseca? Aquela motivação que está conectada aos seus mais profundos valores e que faz por ser algo que é congruente com quem você é. Diferentes motivações, produzem diferentes resultados, então precisamos saber a origem daquilo que nos move.

QUE NOS FAZ FELIZES

Ninguém quer se imagnar fazendo algo que odeia pelo resto da vida, buscando um objetivo que simplesmente não está alinhado com quem é. Então precisamos parar para pensar: o que nos deixa felizes de verdade quando realizamos?

Aqui, felicidade é mais do que fazer algo com alguma empolgação, é pensar naquelas atividades que nos dão a sensação de desafio e que fazem com que não vejamos o tempo passar enquanto estamos focado naquilo. Essas atividades são aquelas que nos fazem entrar no chamado estado de flow.

O estado de flow é um estado em que nos encontramos com completo foco na tarefa presente. Isso acontece quando temos a sensação de que o nível de desafio da tarefa em mãos está em equilíbrio com o nível de nossas habilidades, ou seja, quando não nos sentimos "entediados" por fazer algo fácil demais nem pressionados por fazer algo monumental que pareça além de nosso alcance. Além disso, a motivação que nos move ao desempenhar atividades que nos façam entrar em estado de flow é intrínseca.

Para identificar as coisas e causas que nos fazem entrar em estado de flow, parem e pensem sobre aqueles momentos que ficaram tão absorvidos pela tarefa que estavam fazendo que simplesmente não viram a hora passar. Acho que todo mundo já se pegou ao menos uma vez na vida se perguntando "putz, já é tão tarde assim????". Agora se perguntem: o que estavam fazendo nesses momentos? Onde e com quem estavam?  Busquem padrões que identifiquem aquelas coisas que realmente empolguem vocês, e não se prendam apenas a assuntos de trabalho/estudos. Eu já me senti muito empolgado na faculdade quando podia parar para deduzir equações e analisar problemas por conta própria (sem se preocupar com provas ou deveres de casa), mas também me sinto completamente absorvido quando leio um livro de aventura legal ou jogo video-game. As opções são muito variadas, e pensar nelas pode dar dicas valiosas sobre a direção que queremos tomar. 

O QUE VALORIZAMOS

Na apostila que eu usei no curso de autoconhecimento eu achei uma frase muito legal sobre a definição de valores, então vou compartilhar ela aqui com vocês

"Valores são características que definem o comportamento. Estão relacionados ao que é realmente importante para você e manifestam-se nas suas escolhas e na forma como você se relaciona com as outras pessoas."

Basicamente, nossos valores estão intimamente ligados à nossas crenças e influenciam nossas decisões, prioridades e comportamentos. Então vamos parar agora para refletir um pouco e tentar identificar em nossos comportamentos os valores que nos guiam. Vamos pensar nas escolhas mais difíceis que já fizemos em nossas vidas. Para alguns vai ser a escolha de uma faculdade/emprego, mudar ou ficar na mesma cidade, buscar um emprego estável e não muito empolgante ou sair e procurar algo que faça se sentir melhor consigo mesmo. Para outros pode ser uma decisão amorosa ou mudança pessoal muito mais íntima. Listem todas as decisões que vierem à cabeça, aqueles momentos que sentiram que foi um divisor de águas na vida. E aí parem e pensem: por que tomaram as decisões que escolheram? O que levou vocês a escolher uma opção sobre a outra e que aspecto da sua personalidade isso revela?

Saber os critérios que nos levam a tomar decisões podem revelar nossas características mais marcantes, coisas que estão encrustadas em nosso íntimo. Eu, por exemplo, percebi que alguns dos crtérios que mais guiaram minhas decisões foram a busca por segurança financeira/emocional no longo prazo (muitas vezes em detrimento de minha diversão ou prazer) e gentileza. Isso quer dizer que estou prezo a esses valores pelo resto de minha vida? Não sei ¯\_(ツ)_/¯ hahaha. Não sou nenhum especialista, mas sei que não quero mais passar minha vida sacrificando bem estar apenas por estabilidade, mas acho que sempre precisamos ser gentis e se preocupar com o próximo, então cabe a mim buscar uma forma de mudar aquilo que não me agrada e forjar novos valores. Talvez no futuro eu consiga vir aqui dizer se deu certo ou não hahahaha.

O QUE QUEREMOS MUDAR NO MUNDO

Vamos deixar agora de focar no interno para pensar um pouco no ambiente externo a nós. Para sabermos o que queremos deixar de legado, precisamos entender que tipo de legado o mundo precisa e que está alinhado com quem somos.

Nesse momento, vamos nos fazer uma pergunta simples, mas profunda: o que o mundo precisa agora e/ou no futuro? Menos desigualdade? Mais alimentos/moradia/diversão para todos? Algum serviço específico ligado a mercados financeiros, digitais, de bens de consumo ou qualquer outro que vocês conheçam ou tenham interesse? O mundo é um lugar MUITO grande, tem sempre alguma coisa para mudar lá fora, e isso não precisa necessariamente ser uma mudança de proporções astronômicas (embora sonhar grande não seja proibido hahahahaha). Anote tudo o que vier à sua cabeça em um papel.

De todas essas necessidades, com quais vocês se identificam mais? Quais são aquelas que envolvem vocês intimamente, que tem a ver com aqueles valores intrínsecos e que movem vocês? Qual seria a necessidade que teriam orgulho de deixar sua marca?

Embora essas perguntas possam ser úteis para nos guiar até nosso propósito, as respostas para ela nem sempre são óbvias e muitas vezes podem até nos enganar. Na verdade, se vocês conseguiram responder todas elas, perguntem-se agora: o que eu encontrei foi um propósito ou um objetivo? "Ah, pra mim é a mesma coisa".

Nada disso.

Um objetivo é algo finito. Como uma boa história, ele tem começo, meio e fim. É tangível e podemos mensurar.

Um propósito, por outro lado é duradouro. Não pode ser mensurado facilmente, pois vai além de medidas materiais e está ligado a nossos valores.

No dia em que eu fiz essas atividades lembro-me que podia ser muito confuso distinguir entre os dois as vezes, e o pior foi minha conclusão: eu ainda não fazia idéia de qual era o meu propósito. Mas uma coisa que um dos facilitadores desse curso me disse me ajudou: o propósito nem sempre está claro de início, muitas pessoas levam anos (ou décadas) para conseguir achar e definir ele. Na verdade, podemos encontrar nosso propósito através de nossos objetivos. Pensem que vocês são como um barco perdido no meio do oceano. Para chegar à terra firme, do que vocês precisam? 

"De GPS".

Ok, vou reformular: imaginem que são um barco perdido no oceano no século XVII. Do que precisam agora? Eu não vivia nessa época, mas acho que usavam um farol, aquelas torres na terra firme com uma luz forte que ajudava as embarcações a encontrar o caminho. Os faróis que encontramos em nosso caminho são como nossos objetivos, aquelas luzes que conseguimos ver e seguir até chegarmos no próximo, onde um novo objetivo aparece, sempre em busca daquele propósito que é a terra firme. Objetivos podem mudar sempre, e tomar as mais variadas formas, podem ser ligados aos nossos valores ou não, mas podem também nos ajudar a nos entendermos melhor e descobrir o nosso propósito.

LIGANDO OS PONTOS

Agora que já refletimos sobre isso tudo, é hora de juntar as informações. Peguem um pedaço de papel e uma caneta e comecem a juntar as conclusões que tiraram em um texto coerente. Vamos nos lembrar do que fizemos no texto anterior também, quando refletimos sobre quem somos. Então escrevam: quem são vocês? O que os move todos os dias, dando aquela empolgação de seguir em frente mesmo quando o mundo parece desabar? Quais são seus valores? O que faz vocês felizes e que marca vocês querem deixar no mundo?

Respondendo a essas perguntas, podemos encontrar padrões em nossos comportamentos e começar a lapidar nosso verdadeiro propósito. Tentem escrever uma frase que resuma bem essas questões, ou talvez imaginem ou desenhem uma imagem. O propósito nem sempre tem que vir em algumas linhas ou palavras. Para algumas pessoas, pode ser algo uma imagem ou mesmo algo abstrato.

Pensem um pouco na contribuição e impacto que podem gerar e reflitam sobre as coisas boas e as coisas que podem melhorar ao seu redor. Entendam aquilo que querem melhorar, aquilo que está ligado com seu interior e talvez vocês consigam ao menos começar a entender qual o propósito que os guia.

Não se preocupem se isso não ficar claro de início. Eu me lembro que mesmo tomando esses passos, meu propósito não ficou claro para mim. Na verdade, estou numa fase de tantas transformações que até mesmo quem eu sou parece mudar um pouco todos os dias. Talvez eu encontre um propósito no futuro. Talvez eu já tenha mas ainda não consegui enxergar. Talvez ele até mude, pois eu não acho que haja nada imutável nesse mundo. Mas eu acredito também que a jornada é mais importante que o destino, então vou continuar minha procura. E vocês?



Bom pessoal, vou encerrar esse texto por aqui, mas ainda não encerramos completamente esse tópico. Já falamos do passado e do presente. No próximo post, vamos pensar um pouquino no futuro. Mas por enquanto acho que já temos coisas o suficiente para pensar haahahah.

Até a próxima.

Jão



2 comentários

  1. AMEI esse post! eu estou cada vez mais nessa vibe de procurar meu autoconhecimento, e saber oq quero de verdade, quem sou, etc, esse tipo de reflexao é mt importante

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

    ResponderExcluir

TOPO